segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ÍLIO DA SILVA PINTO, O COLERO

Mangueira1x2 Botafogo 24.05.59 
Tesourinha, Paiva, Quirino, Zé Heleno, Zé Acrísio, Ivan e Ribita. 
 Wanderlei, Sebastião Matos, Colero, Pilintra e Brazinho
Talvez, até hoje, a entrevista mais difícil. Colero sempre se esquivava dizendo: “Depois a gente conversa.” Desta vez, não foi diferente. Quando me aproximei, ele disse : “Hoje estou muito nervoso. Não quero falar nada.” Mas como foi amigo do meu saudoso Pai e, também,  trabalhou comigo no Banco de Crédito Real, disse-lhe: Conversando você se acalma... E, a partir de agora, saberemos que Colero nasceu no dia 21 de abril de 1937, e deu seus primeiros passos no cenário futebolístico, aos 14 anos, treinando no juvenil do Operário Futebol Clube sob o comando do Sr. José “Embaúba.”
“Depois fui para o Mangueira treinar com o Sr. José Américo Campos. No Baeta cheguei a jogar no segundo quadro e tive a oportunidade de enfrentar o Botafogo. Perdemos por 4x0.”
BOTAFOGO
Este jogo entre Mangueira e Botafogo foi a última partida do campeonato. Terminada a competição fui jogar no juvenil do Botafogo; Clube de onde nunca mais sai.
FATO MARCANTE
“Participei da primeira goleada da história entre Botafogo e Mangueira. Foi no campo do Botafogo, e, vencemos por 5x0. Marquei um gol do meio campo. Aconteceu uma falta e o Zé Heleno queria bater. Eu antecipei e soltei o pé. O Sebastião Matos também marcou; fez dois. Na oportunidade, o Bezerra se machucou e colocaram o Zé Ronaldo no gol. Eles tinham que ter colocado o Raul no meio de campo para me marcar. O Mangueira optou por deixá-lo na lateral direita e eu deitei e rolei.
Me marcar era difícil, pois, eu não parava mesmo. Era enjoado, mau, não era burro...“  Finalizou sorridente.
Outro jogo marcante foi em Bicas. Digo marcante porque era difícil vencer o Sport em Bicas. O goleiro deles era o Pedro”lençol” e nós vencemos por 1x0. Gol meu.
Também participei do jogo em que o Botafogo venceu o Mangueira pela primeira vez em seu campo. Onde, hoje, é o Parque de Exposição. Vencemos por 2x1. ( FOTO ).  
Na verdade, perdi poucas partidas para o Mangueira.
Na véspera dos jogos, qual jogador que lhe tirava o sono? Por ser bom marcador ou  desleal.
Zeuks. Era de Juiz de Fora e jogava pelo Sport ou Leopoldina de Bicas. Um ótimo zagueiro.
UMA PASSAGEM ENGRAÇADA
“Eu morava em Muriaé e jogava no Paulistano; time de lá. E vim a São João para um jogo contra o Mangueira. Na verdade, me confundi, pois, a partida era amistosa contra o Serrano de Bicas. Como não estava treinado, o técnico Ari Teixeira me disse que não haveria possibilidade de me escalar: “Se alguém te ceder a vaga, aí sim, você pode jogar.” Disse o Ari. Fui perguntando um por um pra ver se alguém deixava eu jogar. Adivinha quem deixou eu jogar no lugar dele? O bobo do seu Pai. Ganhamos de 10 a 0 e nunca mais sai do time.”
Gabriel Nascimento, saudoso e amado Pai, é o bobo a quem ele se refere. Era amigo dos amigos.
OUTROS TIMES
Joguei pelo Pombense e América de Rio Pomba, Paulistano de Muriaé, fui campeão com o time do Banco Credireal em Juiz de Fora, São Paulo e Niterói. Joguei no 15 de Novembro de Rio Novo, Flamenguinho de Carlos Alves, Coronel Pacheco. Joguei em um monte de time.
SELEÇÃO DE SÃO JOÃO NO PERÍODO EM QUE COLERO ATUOU.
“Goleiro eu convocaria um monte. Onei (Ratinho) foi um senhor goleiro. Mas não posso esquecer do Quirino, Bezerra(dentro da área era tudo dele), Barrosão e Welington Itaborahy. Laterais: Miguel Pullier, Heleno”preto” e Paiva pela direita; Ribita e Milton(irmão do Paiva) pela esquerda. Zagueiros: Zé Marcelo e Kim Kim (irmão do Gilson “dura”). Meio campo: Memé, Sarrafo, Mesquita, Gabriel Nascimento, Vadinho Louzada e Neca Beraldo. Atacantes: Carlinho Chimbira, Wanderlei de Itamarati de Minas,  Sebastião Matos, Jair(irmão do Tuca), Roque”da Manoelina” e Moacir Delgado.
Zé Acrísio, Onei, Paulo Onofre, Zé Heleno, Adalto, Alfeu, Valéria Velasco e Milton. 
Arlindo, Nílton, Colero, Sebastião Matos, Vanderlei e Zé Geraldo.

Obrigado ao amigo Colero pelo carinho e atenção.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

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