domingo, 21 de dezembro de 2014

ADIL: O VENCEDOR DE DESAFIOS

          Adil, craque na bola, craque na Vida. Ou, Adil, o campeão do otimismo. As opções de títulos para esta matéria é grande. Pois, o nosso Nica (como sempre o chamei, e, escreverei durante toda a matéria) se enquadra em diversas frases de superação. Na verdade, ele é a superação.
“O que é bom já nasce feito”. Fatalmente, seria jogador de futebol profissional. Talvez, o saudoso “João do Botafogo” já sabia disso antes de todo mundo. Em 1978, com apenas 13 anos, nas peladas da quadra do Botafogo Futebol Clube, Nica driblava com categoria e finalizava com perfeição. Lá de cima o João gritava: “vai Zico, vai Zico.” O João já sabia o que estava reservado ao jovem talento. E você, imaginava que pudesse chegar onde chegou?
- Olha Nei; eu sempre tive um objetivo desde meus 14 anos de idade. Nesta época, tive minha primeira oportunidade. Um convite do Cláudio Coutinho para treinar no Flamengo. Pois, ele era o treinador do time profissional e direcionava muito as categorias de base. Infelizmente, não pude ir. E isso me frustrou muito.
          Já no time do saudoso José Maria Gomes da Silva, Nica desequilibrava as partidas com jogadas de velocidade e dribles desconcertantes. Além de marcar muitos gols.
Características que despertou a atenção de Pereira, um amante do futebol e com influência no América do Rio de Janeiro. Ao lado do amigo Lalúcio, em 1982, Pereira levou Nica e o Zeca(Zeca Móveis) para uma fase de testes no “time do Andaraí”.
Nesta ocasião, Marco Aurélio Ayupe, que foi a passeio, também ficou. Mas esta história ficará para outra oportunidade.
Em resumo: Nica, Zeca e Ayupe foram aprovados.
E aí Nica, como foi o início no América?
- Depois da frustração de não ir para o Flamengo, continuei na busca do meu objetivo. E digo sempre que tive méritos. Méritos pela perseverança, pela insistência, pela dedicação e pela superação acima de tudo. Eu fui um jogador que foi “escolhido no alambrado”. Cheguei para treinar no América do Rio e aguardava minha vez na beira do campo, encostado no alambrado. O treinador olhou e falou: Você aí. Joga de que? Eu falei: de ponta esquerda. Então aproveita que você já está na beira do gramado e entra aí. E eu, em cinco minutos, mostrei porque que  tinha ido realmente. Foi a primeira oportunidade real que tive.
O primeiro grande desafio
Em 1984, uma grave fratura de tornozelo se tornaria o primeiro obstáculo na carreira.
Nica, o que realmente aconteceu?
- Estava no meu melhor momento. Tinha acabado de passar do juvenil para a equipe de juniores. Na oportunidade, o América tinha um time muito forte. Inclusive o Edu, irmão do Zico, era o treinador e o América se destacava no campeonato carioca, o OPG (Otávio Pinto Guimarães). Na minha safra tinha o Jorginho(seleção 1994), Heitor, Paulinho(Fluminense), Mauricinho(Vasco)... Eu fiz minha estreia contra o Flamengo e guardo na lembrança com muito carinho, porque fiz uma grande partida. Depois desta partida vim em casa visitar minha Família. No meu retorno ao Rio, estava previsto um amistoso do América contra o Resende. O treinador, Sr. Amaro, me disse que se eu não quisesse jogar não teria problema. Mas disse pra ele que gostaria de jogar. Mesmo porque, seu filho jogava na mesma posição que eu. Além de no sábado seguinte termos um difícil jogo contra o Botafogo... Acabei jogando e recebendo uma entrada por traz, que fraturou meu o tornozelo. Esse realmente foi meu primeiro obstáculo, porque eu vi como era difícil você estar  numa equipe sem estrutura e precisar dela. O América não me deu nenhum apoio. Graças a Deus, meu saudoso e querido Pai vendo que meu negócio era jogar futebol, me levou para Juiz de Fora e o médico disse que a melhor saída era a cirurgia. Internei no mesmo dia, e no dia seguinte colocamos dois parafusos no tornozelo. Fiquei seis meses de repouso numa recuperação dificílima. Em seguida, troquei o processo que moveria contra o América em troca da minha liberação.

Cruzeiro de Belo Horizonte
“Depois de recuperado, voltei a jogar no Botafogo de São João Nepomuceno. Em 1985, fui levado pelo Élcio Fam para treinar na equipe de juniores do Cruzeiro de Belo Horizonte. O Zé Luís e o Kiln já estavam lá. Como já conhecia o “caminho das pedras”, passei no teste. Depois de seis meses no clube, com 20 anos, assinei meu primeiro contrato como jogador profissional. A partir daí comecei minha vitoriosa carreira conquistando meu primeiro título em 1987. Campeão Mineiro pelo Cruzeiro ao lado do goleiro Etinho (Welington Fajardo).”
 Primeiro ano como jogador profissional. Zanata observa. Foto: Revista Placar.
Os clubes pelo Brasil
“Do Cruzeiro fui para o Tupi de Juiz de Fora, depois Guarani de Campinas. Em 1991, cheguei em Araraquara e fiz um ótimo campeonato Paulista pela Ferroviária. O que despertou o interesse da Portuguesa de Desportos. Na Lusa, joguei ao lado do saudoso Dener e fiz muitos gols. Em 1992 a Portuguesa formou um timaço que contava com Rodolfo Rodrigues no gol, Zé Maria(seleção brasileira), Capitão, Cristóvão Borges(atual técnico do Fluminense), Nílson, Maurício(Botafogo)... Fui destaque do  paulista de 1992 e sondado para a seleção brasileira. Na época, Falcão era o treinador. Como prêmio, a “sirene do Parque São Jorge” tocou para mim”. Fui contratado pelo Corinthians e joguei o campeonato paulista de 1993 ao lado do goleiro Ronaldo, Giba, Marcelo Djean, Marques, Paulo Sérgio, Viola, Neto, Tupãzinho...”
1992 - Em pé:  Rodolfo Rodríguez, Zé Maria, Charles, Augusto, Wladimir e Capitão. 
Agachados:  Maurício, Cristóvão, Nílson, Carlinhos e Adil.

1993 - Em pé: Marcelo, Gino, Baré, Biro e Ronaldo. 
Agachados: Fabinho, Marques, Neto, Tupã, Adil e Ezequiel.

Em visita ao Programa “Os Donos da Bola” Nica ouviu a seguinte frase dita pelo apresentador e amigo  Neto: “Eu que mandei te contratar. Mas quem bate falta aqui sou eu.”
Brincou Neto referindo-se quando da apresentação do Nica no Corinthians.
Nelsinho Batista
Titular absoluto do time do Corinthians durante todo o campeonato paulista de 1993; e na decisão ser sacado do time logo aos 23 minutos do primeiro tempo, este fato deixou alguma mágoa contra o Nelsinho?
- Fiquei chateado porque estava bem no jogo. Além de ser uma decisão e, ainda, no início da partida. Depois da minha saída o Palmeiras fez o primeiro gol justamente no setor que eu estava atuando.
Mas mágoa eu não posso ter. Mesmo porque foi o Nelsinho que pediu ao Vicente Matheus que me contratasse. Na verdade, eu tenho é gratidão.
Acabado o jogo, vitória do Palmeiras por 3x0, cada um seguiu seu caminho; eu fui para o Grêmio de Porto Alegre e só encontrei o Nelsinho anos depois...
Acabado contrato com o Grêmio, retornei ao Corinthians. Comprei meu passe e “rodei” pelo Brasil jogando em várias equipes como: Sport do Recife, Criciúma, Figueirense, Coritiba, Bahia(em 1990), Tupi(segunda passagem), Botafogo de Ribeirão Preto, Araçatuba-SP, São José-SP, Bragantino, entre outros. O Juventos da Mooca, em São Paulo, foi minha última equipe. E, antes do meu grave acidente, Deus me reservou um momento mágico na minha Vida. Marquei o gol que o Pelé não conseguiu fazer. Em partida realizada contra o Santo André, já nos acréscimos, na saída de bola, coloquei por cima do goleiro Irã. Foi muita emoção.

Nos vídeos, abaixo, você assistirá uma espetacular reportagem da ESPN Brasil produzida pelo premiado e competente jornalista Marcelo Gomes. Além de muitos gols do nosso craque, inclusive o gol do meio campo, último grande gol de sua carreira.

http://espn.uol.com.br/video/467038_superacao-e-garra-apos-acidente-fazem-de-adil-pimenta-um-bola-de-ouro-na-vida

Detalhe: não consegui postar o vídeo da ESPN, mas o endereço é este acima.

Abaixo, muitos gols do Adil. Inclusive o do meio campo mencionado no texto acima.




Adil fala do companheiro do Neto. Amigo de quarto nas concentrações.

                  

                   
No vídeo acima, tive a oportunidade de estar ao lado do craque no programa Arena Alterosa apresentaado pelo amigo Lucas Girardi

 Mais registros
 Juventos - Último clube no ano 2.000

 Tupi de Juiz de Fora


 Pra ele, treino era jogo.

Criciúma



 Depois do acidente

 Coritiba foi em 1986

 Ferroviária de Araraquara - 1990

 Irreverente, deu cartão amarelo para Luciano de Almeida.

 Ao lado de Pelé.


Desejo a todos que Jesus Cristo seja o convidado mais importante nas comemorações do dia de Natal.


Feliz Natal e até a próxima se Deus quiser!

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