quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NÍLTON SANTOS, " A ENCICLOPÉDIA DO FUTEBOL "

Foto: Revista Placar
"Feliz o clube que pudesse vestir sua camisa em Nínton Santos. O Botafogo pôde."

Ele nasceu em 16 de maio de 1925 na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Na Ilha, garoto ainda, teve seus primeiros contatos com a bola, sempre cheios de carinho e sabedoria. Mas não era somente um jogador de fino toque, mas também um atleta muito forte, alto e vigoroso. Foi profissional durante dezessete anos e, ao longo desse tempo, vestiu somente as camisa do Botafogo e da Seleção Brasileira.
Nílton Santos foi assim mesmo: craque e atleta.
Jogava só por distração quando menino, e continuou assim durante o serviço militar. E foi no Exército que conheceu o major Honório, que tinha bastante prestígio junto a Carlito Rocha e o técnico Zezé Moreira. O major Honório conseguiu que Nílton, aos 22 anos de idade, fizesse seus primeiros testes num time profissional, o Botafogo.
Logo no primeiro treino, substituiu o gaúcho Ávila, que defendia e atacava. Saiu-se muito bem diante de tantos cobras do time profissional, apesar de jogar numa posição que não era a sua. Pois, aquele que seria um dos maiores zagueiros da história mundial do futebol, foi a General Severiano pensando que iria jogar onde sabia, no ataque. Mas o porte físico de Nílton, o atacante dos jogos de várzea, fazia com que técnicos e dirigentes logo o imaginassem pelo menos um centro-médio.
Foto: Revista Placar
"Nílton Santos, zagueiro que não dava botinada nem chutões, a Enciclopédia do Futebol".
E como centro-médio, Nílton foi mostrando seu futebol. Até que veio o campeonato carioca de 1948. Aproveito para incluir um pequeno texto de minha autoria... O Botafogo vinha de uma série de 4 vice-campeonatos. Com Heleno de Freitas no time, o Botafogo chegou em 2º lugar nos campeonatos de 44, 45, 46 e 1947. Continuando... O Botafogo estreava mal em 1948, perdendo para o São Cristóvão por 4 a 0. O pior jogador da partida foi o beque esquerdo Sarno.
E pronto: escalaram o jovem Nílton Santos para aquela posição. Não adiantava mesmo lutar contra o destino: ele, que tanto pedira ao técnico e aos dirigentes para jogar como atacante, iria ser conhecido mundialmente como um perfeito lateral esquerdo.
O Botafogo foi campeão caricoa de 1948, mostrando na defesa, pelo lado esquerdo, umzagueiro que tinha a estranha mania de atacar, chutar a gol e até marcar gols, como no jogo contra o América, naquele campeonato em que uma bomba do novato deu a vitória ao alvinegro.
Mas Nílton Santos já mostrava também outra característica que seria uma espécie de marca registrada do seu futebol: numa época em que os zagueiros jogavam com chuteiras de bico duro, ele usava calçados macios e não trombava e nem era violento. Saía jogando, limpava a sua área docemente, sem dar chutões, e sabia driblar.
A categoria de Nílton Santos logo o levou à Seleção Brasileira. Jogou o Sul-Americano de 1949 e a Copa Rio Branco do mesmo ano. Foi reserva na Copa de 50, disputou os Pan-Americanos de 52 e 53. Em 1954, foi titular no Mundial da Suíça.
Em 58 foi para a Suécia como reserva de Oreco e voltou campeão do Mundo titular. Em 62, com 37 anos, voltou bi-campeão do Chile. E, bi-campeão despediu-se do futebol.
Texto: Placar - As maiores torcidas do Brasil - abril/1979
Foto: futebolmemoria
Seleção Campeã Mundial em 1958, na Suécia. Em pé: Djalma Santos, Zito, Bellini, Nílton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo. Ao lado, o massagista Mario Américo.

Até a próxima se Deus quiser!

3 comentários:

  1. Quer beleza...Que lindo! E que frase: "Feliz o clube que pudesse vestir sua camisa em Nínton Santos. O Botafogo pôde." Uma pintura!

    Obrigada pelo seu botafoguismo, Nei! Um grande abraço, um beijo no coração...

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