segunda-feira, 30 de novembro de 2009

BOTAFOGO NA SÉRIE B - MERECIDO OU INJUSTO?





Confesso a todos que gostaria de poder estar em General Severiano, junto com o Presidente Maurício Assunção, o técnico Estevan Soares e os jogadores do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas, para saber qual a opinião deles sobre a, muito provável, queda do alvi negro para Série B do Brasileirão. Como diz o título do filme: A ESPERA DE UM MILAGRE.

Seria possível permanecer na Série A, um time que tem atletas como o ala direita o ALESSANDRO ( jogador que desconhece o fundamento básico do futebol que é o passe, além disso, não guarda posição defensivamente e não sabe apoiar o ataque). EMERSON, zagueiro artilheiro ( dos gols contra ). THIAGUINHO, atleta que não consegue terminar uma partida sem sentir câimbras ( que profissional é esse? Que preparação é essa? ). FAHEL, jogador que limita-se a jogar para trás. LÉO SILVA,que já entra em campo, literalmente, mancando. LÚCIO FLÁVIO, meia atacante que só dribla para os lados e para trás. Como um jogador que deveria ser o cérebro do time, joga dessa forma. Como esse time pode oferecer perigo ao adversário? VÍCTOR “IMPEDIMENTO” SIMÕES, o próprio nome já diz tudo. Atleta com dificuldade de raciocínio, na maioria dos lances de ataque do Botafogo ele está em posição irregular. E por aí vai...

Fica a pergunta no ar: de quem é a culpa? Do presidente que contratou jogadores de baixíssimo nível técnico, do Estevan Soares que os escala para jogar, ou dos atletas que foram “enganados pela cigana”?

Meu saudoso pai é quem gostava de dizer essa frase: “ a cigana enganou ele “, ou seja, esses fracos jogadores do Botafogo, quando eram pequeninos, a cigana leu a mão deles e disse: “quando vocês crescerem serão jogadores de futebol.” Deu no que deu.

Como diz o César Rizzo, “agüenta coração alvi negro”.

Para finalizar, digo que fiz esse desabafo num simples Blog, que no momento ainda é lido por poucos, mas fico na esperança de que os cronistas esportivos do Rio de Janeiro, em especial os botafoguenses, como Eraldo Leite, Roberto Porto, César Oliveira, Luís Mendes, Waldir Luís entre outros, façam um protesto parecido com este, que está neste modesto espaço.

Abraço a todos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ADIL: CRAQUE NA BOLA, CRAQUE NA VIDA



Adil, o nosso Nica, iniciou sua vitoriosa carreira no junvenil do Botafogo de São João Nepomuceno-MG. A época, já se destacava entre os garotos ao lado de Lió e Tico do bandaia. Não demorou para aparecer a oportunidade de fazer teste no juvenil do América-RJ. Segundo Adil, foi ao Rio de Janeiro escondido de sua Família. Como era de se esperar, passou no teste e quando apareceu a oportunidade de ser promovido para o juniores do time Rubro, uma fratura no tornozelo do pé esquerdo interrompeu, por um certo período, a promissora carreira. Como o América não assumiu o problema do atleta, Adil trocou um processo que moveria contra o América, pela aquisição de seu passe. Depois de totalmente recuperado, o Cruzeiro de Belo Horizonte foi o seu destino. Ficou apenas 6 meses no time de juniores e em janeiro de 1986 Adil assinava, com o clube celeste, o seu primeiro contrato como jogador profissional. No início de 1988 começou a rodar por grandes clubes do Brasil. Tupi-JF, Guarani, Ferroviária de Araraquara até chegar na Portuguesa de Desportos-SP. Na Lusa, Adil começou a aparecer para o Brasil. Fez um belíssimo campeonato paulista no ano de 1992 jogando ao lado de grandes atletas como: Rodolfo Rodrigues, Zé Maria, Capitão, Maurício(ex-botafogo), Cristovão e o centro avante Nilson. Tanto sucesso despertou o interesse do Esporte Clube Corinthians Paulista. Acredito que sua maior emoção no esporte foi assinar contrato com o 2º clube de maior torcida do Brasil e ainda ao lado do folclórico presidente Vicente Mateus. Na foto que inicia esta matéria vemos de pé: Marcelo Djean, Gino, Baré, Biro e Ronaldo. Agachados: Fabinho, Marques, Neto, Tupãzinho, Adil e Ezequiel.
Em 1994 partiu para o sul do país para jogar no tricolor dos pampas onde fez um bom campeonato gaúcho. A partir de 1996 emprestou seu talento para muitos clubes em diversas cidades do Brasil como, Florianópolis (Criciúma e Figueirense), Sport no Recife, em Salvador o Bahia, e novamente em São Paulo, atuou no Botafogo de Ribeirão Preto, Araçatuba, São José, Bragantino, Juventos ... E por falar em Juventos,foi no moleque travesso que Adil fez um gol histórico chutando a bola do meio campo sem defesa para o goleiro Irã do Santo André. O Juventos foi o último clube defendido pelo nosso craque Adil, pois, no ano de 2000, Adil sofreu um grave acidente automobilístico impossibilitando-o de prosseguir a carreira de jogador profissional. Adil foi fortíssimo, venceu a dor, a desconfiança e a previsão negativa dos médicos. Como passei, com ele, uma noite no Hospital, e vi a situação em que se encontrava, pra mim, hoje, o nosso craque está TOTALMENTE RECUPERADO.
Adil perdeu a emoção de jogar futebol, mas não perdeu a alegria de viver, como mostra a foto, abaixo, tirada em 08 de novembro de 2009.
Deixo meu abraço ao meu Irmão Nica, e agradeço por sua amizade.
CRAQUE NA BOLA, CRAQUE NA VIDA.