terça-feira, 20 de outubro de 2009

50 ANOS SEM HELENO DE FREITAS " O CRAQUE GALÃ ".





*12/02/1920 + 08/11/1959


Olá amigos!
Em fevereiro deste ano quando publicamos o ESPECIAL HELENO DE FREITAS no portal www.sjonline.com.br ( não deixe de acessar, é imperdível ), acreditava que havia escrito tudo sobre o "craque galã".

O TEXTO É RICO EM FOTOS E VÍDEOS. Abaixo, partes do texto adicionado:

Heleno nasceu no dia 12 de fevereiro de 1920 em São João Nepomuceno, Minas Gerais. Na infância, foi destaque nas peladas de rua e também no juvenil do Mangueira F.C.

Aos 13 anos, após a morte de seu pai, na companhia de sua mãe e irmãos mudou-se para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o posto 6 em Copacabana. Não demorou muito e já era destaque do futebol de areia do posto 4, comandado pelo técnico Neném Prancha.

Em 1935, foi levado por amigos ao Botafogo e fez sua primeira partida oficial. A impossibilidade de conciliar o futebol com o trabalho na empresa Hime e Cia e, também, com os estudos no Colégio São Bento, o fez interromper momentaneamente sua carreira.

Mais tarde, em 1938, também levado por amigos, chega ao Fluminense.

Heleno ao lado de Preguinho, ídolo do Fluminense nos anos 30

Detalhe: sua passagem pelo tricolor das Laranjeiras foi importantíssima em sua carreira, pois, até então, sempre se apresentava como jogador de meio campo, e o treinador uruguaio Carlo Magno, vendo sua incrível vocação de goleador, adiantou Heleno para o comando do ataque.

Em 28 de abril de 1940, faz sua estréia como profissional do Botafogo. O jogo é no estádio de São Januário contra o São Cristóvão. Heleno entra no segundo tempo no lugar de Carvalho Leite, o jogo estava 0 a 0 e terminou 2 a 0 para o Botafogo com 2 gols de Heleno. Alí nascia o mito Heleno de Freitas, que ao final deste campeonato foi considerado pelos cronistas esportivos como o centro avante mais clássico, mais técnico e o mais elegante do futebol carioca.


Aos 24 anos, era o capitão e o jogador mais importante do time do Botafogo. Também, neste ano, teve sua primeira convocação para a seleção brasileira.

Em 1945 defendeu o Brasil no sul-americano em Santiago do Chile. O Brasil não foi campeão, mas Heleno foi o artilheiro da equipe, num ataque que tinha Tesourinha (Internacional-RS), Zizinho (Flamengo), Heleno de Freitas (Botafogo), Jair da Rosa Pinto e Ademir de Meneses (ambos do Vasco da Gama). Este ataque foi considerado por muitos, como o mais poderoso que a Seleção já teve. Pelo seu desempenho neste campeonato, recebeu de Ari Barroso o apelido de “Diamante Branco”, pois, já existia o Diamante Negro, Leônidas da Silva.

O auge da carreira de Heleno foi entre 1942 e 1947 e, infelizmente, devido à 2ª Guerra Mundial não ocorreram as Copas de 42 e 46, campeonatos que o tornaria ainda mais conhecido internacionalmente, e hoje, com certeza, a história seria contada de maneira diferente.


Em 1948, deixa o Botafogo rumo a Buenos Aires para jogar no Boca Juniors na maior transação financeira de um jogador até aquela data. Heleno fez sua estréia em junho de 1948, o Boca, que pelo campeonato Argentino, não vencia há 8 rodadas, enfrentou e venceu o Banfield pelo placar de 3 a 0. Heleno marcou 2 gols e participou do 3º, mas Luís Mendes, cronista esportivo da Rádio Globo do Rio de Janeiro, que ao lado do mineiro Geraldo Romualdo da Silva transmitiram pela Rádio Globo este jogo, disse que Heleno teria feito os 3 gols.


Em 1949, Heleno volta ao Brasil para defender as cores do Vasco da Gama que havia formado o “expresso da vitória”. Machão da Gama campeão de 49, é o único título de campeão carioca que Heleno conquistou.


Infelizmente, em sua passagem pelo Vasco ele briga com o treinador Flávio Costa que também era treinador da Seleção Brasileira e não o convoca para o Mundial de 1950, disputado no Brasil.

Um dia após a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo, Heleno estava no bar Dia e Noite, na rua Cel. José Dutra em São João Nepomuceno, e diz o seguinte:

“Seus frouxos, perderam a Copa, apanharam e ainda saíram chorando. Flávio Costa seu filho da ... Se eu estivesse lá o Brasil não perderia, porque, eu dava um soco na cara do Obdúlio Varela, nós dois seríamos expulsos e o Ademir ganhava o jogo”. Heleno de Freitas.


Em 1950 Heleno esteve na Colômbia defendendo o Atlético Júnior de Barranquilla. Voltando ao Brasil faz um único treino com a camisa do Santos Futebol Clube.

Em 1951, quis o destino que Heleno, ao jogar a primeira e última partida com a camisa do América-RJ, fosse também a primeira e única vez que pisou no gramado do maracanã como jogador profissional. Infelizmente, saiu expulso de campo, ainda no 1º tempo, e o América perdeu para o São Cristóvão pelo placar de 3 a 1.



Heleno estreou no América-RJ em 04 de novembro de 1951. O time jogou com Osni, Ivan, Osmar, Rubens, e Godofredo. Oswaldinho, Dimas e Ranulfo. Natalino, Heleno de Freitas e Jorginho.


Heleno de Freitas teve um único filho, Luís Eduardo de Freitas.



O jornalista e escritor Marcos Eduardo Neves que é o autor do livro NUNCA HOUVE UM HOMEM COMO HELENO, uma obra espetacular que relata em 292 páginas, e nos mínimos detalhes, os dramas e glórias registrados nos seus 39 anos de vida do nosso eterno craque galã. Livro que deu origem ao filme sobre a vida de Heleno de Freitas que tem previsão de começar a ser rodado no início de 2010, tendo Rodrigo Santoro interpretando Heleno de Freitas.

Jornal Estado de Minas 1979

“Heleno de Freitas foi o jogador que mais se aproximou de Pelé”


*** Mas agora, neste 08 de novembro de 2009, quando completamos 50 anos de seu falecimento, chegamos à conclusão que ainda há muito para ser dito.

Como na sua infância aqui em São João Nepomuceno, no velho e simpático campo do Mangueira, hoje Parque de Exposições, onde as peladas eram constantes. Àquela época, com seus 8 ou 10 anos, já se mostrava com temperamento forte. Depois de juntar seus amigos, meninos e meninas, seguiam para o campo do Mangueira para as intermináveis peladas. Bem, intermináveis se o time do Heleno estivesse ganhando, porque, caso o resultado fosse adverso, ele pegava a bola e dizia: “acabou o jogo”. Para desespero dos colegas, a bola era dele.

Diferente da época de jogador profissional, onde sua intolerância era com os passes errados dos companheiros, das provocações dos adversários ou comportamentos dos árbitros.

Falando em Mangueira, tivemos outra passagem curiosíssima do Heleno. Talvez em 1947, capitão e principal jogador do Botafogo. Várias vezes convocado para seleções Carioca e Brasileira, Heleno recebe de Hercílio Ferreira (Bolote) o convite para participar de um jogo amistoso do Mangueira frente à fortíssima equipe do Bonsucesso-RJ.

Bolote, que era um misto de Prefeito, Delegado, Presidente e técnico do Mangueira, pediu que Heleno trouxesse mais uns 2 ou 3 jogadores para reforçar o time, visto que, a equipe do Bonsucesso era a sensação daquele ano no futebol carioca. Assim Heleno fez. No dia do jogo, chegou a São João trazendo o Matarazzo, que era goleiro reserva do time do Botafogo, além de Hamilton e Zezinho que também jogavam pelo alvi-negro carioca.

Domingo, campo do Mangueira lotado, começa o tão esperado jogo. O Bonsucesso vem a campo com a seguinte formação: Alvarez, nanati e Miguel. Vítor, Agostinho e Gato. Marçal, Enguiça, Mariano, João Cola e Tampinha. Entre Heleno e seus convidados estavam, cCamilo, Neca Beraldo, Ciro Torres, entre outros.

Primeiro tempo equilibradíssimo, onde o time rubro suportava muito bem as investidas da equipe da Rua Conselheiro Galvão no Rio de Janeiro. Final da 1ª etapa zero a zero, mas um belo espetáculo de futebol, pois, as duas equipes trabalhavam muito bem a bola e apresentavam ao público presente um ótimo jogo de futebol.

Começa etapa final, e aos 15 minutos com o placar ainda sem movimento, Bolote resolve dar uma oportunidade ao jovem e promissor goleiro, Antônio Bezerra (na oportunidade com apenas 19 anos). Neste momento entra em cena Heleno de Freitas. Vendo o goleiro Erminio Matarazzo deixar o campo para entrada de Bezerra, ele chamou Hamilton e o Zezinho e disse: se é pra tirar os jogadores que eu trouxe, então sairemos todos. Em resumo, em mais uma atitude folclórica do Heleno, o Mangueira sentiu a saída de seus importantes convidados e perdeu o jogo pelo placar de 3 a 0. A bem da verdade não por culpa da entrada do Bezerra. Coisas de Heleno de Freitas.

Heleno de Freitas foi o primeiro brasileiro a receber uma homenagem no exterior, em Bogotá na Colômbia. Existe uma peça de teatro com o título “HELENO”. O jornalista e escritor Marcos Eduardo Marques Neves escreveu o livro NUNCA HOUVE UM HOMEM COMO HELENO. Título inspirado no filme Nunca houve uma mulher como Gilda, estrelado por Rita Hayworth (A torcida do Fluminense apelidou Heleno de Gilda, pois, seu temperamento, dentro de campo, era muito parecido com a personagem do filme). E agora o filme HELENO do diretor José Henrique Fonseca que terá Rodrigo Santoro interpretando Heleno e deverá ser rodado neste próximo ano.


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PROCURE POR ESPECIAL HELENO DE FREITAS PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2009.

ESTE MÊS ESTAREMOS PUBLICANDO - 50 ANOS SEM O CRAQUE GALÃ.


Abraço a todos e até a próxima.